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Aplicação da escala de Braden Q em unidade de terapia intensiva pediátrica
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Vocci, Marcelli Cristine Toso, Lis Amanda Ramos Fontes, Cassiana Mendes Bertoncello |
| Copyright Year | 2017 |
| Abstract | Objectives: to apply the Braden Q Scale to verify the risk for the pediatric patient to develop pressure ulcer (PU), correlate important variables for its development and estimate its incidence. Method: cohort study, with 21 patients hospitalized at the pediatric ICU of a public teaching hospital. The researcher collected the data based on the clinical record of the patient and on the daily application of the Braden Q Scale. Results: 76.7% had a high-risk score (<22), 23.3%, low risk (≥22) for PU and an incidence of 28.5%. Conclusion: the high risk of developing PU confirmed the need to establish protocols for risk assessment and prevention of diseases. One expects that studies like this, which show the applicability and relevance of preventive instruments, make institutions aware of the importance of its implementation. Descriptors: Intensive Care Units; Nursing; Pressure Ulcer; Critical Care; Pediatrics. RESUMEN Objetivos: aplicar la escala de Braden Q para comprobar el riesgo de los pacientes pediátricos desarrollaren úlceras por presión (UPP), correlacionar las variables importantes para su desarrollo y para estimar su incidencia. Método: estudio de cohorte con 21 pacientes ingresados en la UCI pediátrica de un hospital público de enseñanza. El investigador recogió los datos a través de los archivos de los pacientes y de la aplicación diaria de la escala de Braden Q. Resultados: 76,7% tenían puntuaciones de alto riesgo (<22), 23,3%, de bajo riesgo (≥22) para el desarrollo de UPP y incidencia de 28,5%. Conclusión: el alto riesgo de desarrollar UPP confirmó la necesidad de protocolos específicos para la evaluación de riesgos y la prevención de enfermedades. Se espera que estudios como este, que demuestran la aplicabilidad y la pertinencia de instrumentos preventivos, tornen las instituciones conscientes de la importancia de su aplicación. Descriptores: Unidades de Cuidados Intensivos; Enfermería; Úlcera por Presión; Cuidados Críticos; Pediatría. 1Enfermeira, Aluna regular no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP. Botucatu (SP), Brasil. E-mail: marcellivocci@hotmail.com; 2Enfermeira, Coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP. Botucatu (SP), Brasil. E-mail: lis@fmb.unesp.br; 3Enfermeira, Professora Doutora em Enfermagem, Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP. Botucatu (SP), Brasil. E-mail: cmbf@fmb.unesp.br ARTIGO ORIGINAL Vocci MC, Toso LAR, Fontes CMB. Aplicação da Escala de Braden Q em unidade... Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 11(1):165-72, jan., 2017 166 ISSN: 1981-8963 DOI: 10.5205/reuol.9978-88449-6-1101201720 De forma geral, a institucionalização é vista como uma situação incômoda, tendo contornos peculiares quando se trata de um acontecimento na infância, fase fundamental para que se estabeleçam as bases do desenvolvimento da criança, além de afetar a vida familiar acarretando rupturas no cotidiano de toda a família. A úlcera por pressão (UPP) tem por definição “ser uma lesão localizada na pele e/ou no tecido ou estrutura subjacente, geralmente sobre uma proeminência óssea, resultante de pressão isolada ou de pressão combinada com fricção e/ou cisalhamento”. As taxas de incidência de UPP descritas internacionalmente para essas populações, variam entre 0,29% e 27%. Não foram localizados estudos brasileiros sobre a prevalência de UPP na população pediátrica na busca aos bancos de dados. Em 1989 a “National Pressure Ulcer Advisory Panel” (NPUAP) baseou-se na classificação inicial de Shea e da “International Association of Enterostomal Therapy” (IAET) e incorporou-a nas Diretrizes ou Recomendações da “The Agency for Health Care Policy and Research” (AHCPR), para prevenção e tratamento da UPP. A classificação de UPP da NPUAP estabelece quatro estágios I, II, II e IV: o I caracterizado por pele intacta, com hiperemia de uma área localizada, que não embranquece, geralmente sobre proeminência óssea; o II, como perda parcial da espessura dérmica e apresenta-se como úlcera superficial com o leito de coloração vermelho pálido ou com bolha intacta ou aberta/rompida; o III, com perda de tecido em sua espessura total e a gordura subcutânea pode estar visível, sem exposição de osso, tendão ou músculo e o IV caracterizase por perda total de tecido com exposição óssea, de músculo ou tendão, com presença de esfacelo em algumas partes do leito da ferida. Em pacientes pediátricos, a UPP se constitui como evento adverso provocado pelas condições anatomofisiopatológicas do desenvolvimento infantil, tempo de internação prolongado, déficit de mobilidade física, além de novas tecnologias adaptadas ao contexto da pediatria intensiva. Em UTIP existem fatores agravantes para o desenvolvimento de UPP como a ventilação assistida, drogas vasoativas, perda de peso, pouca mudança de decúbito, déficits nutricionais e edema. As regiões anatômicas que possuem maior ponto de pressão e que predispõem ao desenvolvimento de UPP são região occipital, nariz, orelhas, cóccix, sacro, joelhos e calcâneos. Quando há destruição do tecido e necrose, as crianças sentem dor relacionada à lesão, apresentam alopecia na região afetada e expõem-se ao risco de desenvolver profunda infecção sistêmica, assim como podem ter sua imagem corporal alterada devido à cicatriz e deformidades. Os protocolos de tratamento para UPP, em UTIP, devem estar voltados também ao cuidado com o sofrimento físico, psicológico e emocional do paciente, pois a UPP prolonga a permanência hospitalar, a taxa de morbimortalidade e os custos hospitalares. A prevenção da UPP é baseada na diminuição ou eliminação de riscos passíveis de intervenções. Um dos instrumentos mais utilizados para auxiliar na identificação do risco e prevenção do desenvolvimento dessas lesões, é a Escala de Braden Q, que a partir da escala adulto (Escala de Braden), em 2004 foi adaptada para versão pediátrica por Curley e Quigley na língua inglesa, e validada e adaptada no Brasil por Maia, em 2007. Assim, com a aplicação da Escala de Braden Q será possível identificar os riscos de surgimento de UP na população pediátrica, e com isto, direcionar e otimizar recursos humanos e materiais para prevenção dessas úlceras, além de reduzir a carga de trabalho dos profissionais e o custo no tratamento, justificando assim, a realização desse estudo que tem como objetivo: ● Aplicar a Escala de Braden Q para verificar o risco de o paciente pediátrico desenvolver úlcera por pressão (UPP). ● Correlacionar importantes variáveis para seu desenvolvimento e estimar a incidência. Estudo de coorte, realizado na UTIP de um hospital público de ensino no interior paulista, com sete leitos e que admite crianças na faixa etária de 30 dias a 15 anos incompletos. A coleta de dados ocorreu no período de julho a setembro de 2014. A amostra constituiu-se de 21 pacientes internados na UTIP. Os critérios de inclusão foram: paciente ter idade compreendida entre os 30 dias de vida até 15 anos incompletos e permanecer internado na UTIP no mínimo 24 horas. Os critérios de exclusão foram: internação inferior a 24horas; pacientes portadores de doença mental e de patologias em que esteja implícito o risco de automutilação; pacientes admitidos na UTIP, já portadores de UPP. Os dados foram coletados em uma ficha contendo: idade, sexo, diagnóstico médico atual, tempo de internação na UTIP; e a EB-Q. A EB-Q possui MÉTODO INTRODUÇÃO Vocci MC, Toso LAR, Fontes CMB. Aplicação da Escala de Braden Q em unidade... Português/Inglês Rev enferm UFPE on line., Recife, 11(1):165-72, jan., 2017 167 ISSN: 1981-8963 DOI: 10.5205/reuol.9978-88449-6-1101201720 sete subescalas: mobilidade, grau de atividade física, percepção sensorial, umidade, fricção e cisalhamento, nutrição e perfusão tecidual e oxigenação, que são pontuadas de um (menos favorável) a quatro (mais favorável). A somatória total indicará os valores entre sete a 28 pontos. Ao final da avaliação o risco é interpretado da seguinte forma: <22 significa alto risco, e ≥ a 22 baixo risco. Pode-se dizer que quanto menor a pontuação maior o risco para o desenvolvimento da UPP. A partir da primeira coleta, as reavaliações foram feitas a cada 24 horas, no mínimo, enquanto o paciente estivesse internado na UTIP, por meio de exame físico de enfermagem. Os dados foram inseridos em planilha eletrônica no programa Microsoft Excel® e analisados pelo programa SAS for Windows, versão 9.2. Uma estatística descritiva foi realizada para as variáveis qualitativas; e médias, desvio padrão, mediana, mínimo e máximo para as variáveis quantitativas; utilizou-se a Correlação de Pearson para verificar a correlação entre os Escores de Braden Q e tempo de internação, Escores de Braden Q e idade dos pacientes, e o tempo de internação e a idade dos pacientes. O estudo foi aprovado na Plataforma Brasil sob parecer no 625.794 (CAAE 28423214.7.0000.5411). Os Termos de Consentimento/Assentimento Livre e Esclarecido foram compreendidos e assinados pelos pais ou responsáveis legais dos pacientes internados, e pelos pacientes, na idade entre 12 e 18 anos, após concordarem em participar dos estudos. Essa pesquisa foi conduzida de acordo com os padrões éticos exigidos. Características sociodemográficas e perfil clínico da amostra do estudoHouve prevalência do sexo masculino 52,38%, idade média de 4,47 anos e média de tempo de internação 11,9 dias. As morbidades apresentaram-se: doenças do aparelho respiratório (23,80%), do sistema nervoso, neoplasias e doenças renais (14,30%) cada área, e outras patologias (33,3%). |
| Starting Page | 165 |
| Ending Page | 172 |
| Page Count | 8 |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Volume Number | 11 |
| Alternate Webpage(s) | https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/download/11890/14356 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |