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Ensino E Aprendizagem De Língua Estrangeira Na Infância: Um Relato De Experiência Num Contexto Fronteiriço
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Silva, Luíza Dornelles, Daniélle Vieira, Ingrid Letícia Silva, Fabiana Da |
| Copyright Year | 2016 |
| Abstract | Embora o Uruguai e o Brasil estejam tao proximos uns dos outros, a resistencia em aprender a lingua do pais vizinho e perceptivel de ambos os lados, especialmente em se tratando da fronteira Sant'Ana do Livramento (BR) e Rivera (UY). Levando em consideracao tal questao, desenvolveu-se o projeto de extensao Mala da leitura: porque ler e tambem viajar… O mesmo esta sendo realizado no Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL), no campus Santana do Livramento e tera duracao de um ano. O referido projeto e desenvolvido em parceria com duas escolas publicas, (sendo uma brasileira e outra uruguaia) e tem como intuito ampliar os espacos de uso da lingua estrangeira, de modo que, tanto o publico-alvo (criancas entre cinco e sete anos) quanto as bolsistas que compoe a equipe executora (discentes do IFSUL), possam se comunicar de maneira eficaz em ambas as linguas (portugues e espanhol). E importante salientar que esse trabalho tera como foco relatar a experiencia obtida na escola uruguaia, ou seja, neste caso, as criancas aprendem o portugues como lingua estrangeira. Quanto as atividades desenvolvidas nessa escola, pode-se dizer que essas sao realizadas por meio da contacao de estorias de livros infantis, lidos sempre em portugues e acompanhadas de atividades ludicas. Em outras palavras, procura-se utilizar diversos metodos de trabalho, como, por exemplo, a leitura de estorias com o auxilio de fantoches, marionetes e/ou fantasias. Quanto a faixa etaria, pode-se dizer que a idade, segundo Ferreira e Santos (2010, p. 130), “e uma das caracteristicas do aprendiz. Essa caracteristica e mais facil de definir e de medir comparada a outras, tais como aptidao, motivacao etc.”. Conforme Pereira e Peres (2011, p. 41), "a descoberta mais importante da crianca ocorre por volta dos dois anos de idade, quando as curvas da evolucao do pensamento e da fala se encontram e se unem para desenvolver o pensamento verbal". Assim sendo, pode-se dizer que quanto mais cedo a crianca for exposta a uma segunda lingua, mais chances ela tera de ter uma pronuncia com muito menos marcacao da lingua materna e mais cedo desenvolvera a sua compreensao oral. Aprender outras linguas durante a infância pode ser muito benefico, visto que criancas costumam aprender um segundo idioma com mais facilidade, uma vez que ainda nao sao tao “apegadas” a lingua materna e nao demonstram tanta resistencia para aprender algo novo. Seguindo essa linha de raciocinio, estudiosos como Nascimento e Santo (2013, p. 30), sustentam que "a crianca, desde muito cedo, e exposta a uma gama consideravel de vocabularios e expressoes em outra lingua, sem perceber que esses termos nao fazem parte de sua lingua materna". Enquanto isso, Heloisa Tambosi (2015), diretora pedagogica da Language in Life, defende que, uma vez motivada, a crianca aprende uma segunda lingua de forma mais natural e livre de pressoes (se comparada a um adulto). Os beneficios de se aprender linguas estrangeiras na infância sao varios, entre esses e possivel destacar, por exemplo, a prevencao de algumas doencas. Para que se tenha ideia, quando aprendida na infância, a lingua estrangeira pode prevenir doencas como Alzheimer, alem de melhorar a fala e a articulacao da crianca, aumentar a sua percepcao auditiva, estimular o seu cerebro e ajudar na estruturacao do pensamento, o que pode facilitar a sua comunicacao e o aprendizado de outros idiomas. Trabalhar uma segunda lingua com criancas, alem dos beneficios apresentados, contribui tambem para o desenvolvimento de areas cognitivas e capacidades afetivas. Em resumo, ate o momento, pode-se observar uma melhora na compreensao (escuta) e na producao oral (fala) do publico-alvo. Cabe ressaltar que a maior parte das criancas uruguaias possui algum tipo de contato com a lingua portuguesa fora da sala de aula. No que diz respeito as bolsistas, pode-se dizer que essas estao mais envolvidas como o projeto e mais compreensiveis, isto e, estao percebendo que cada crianca tem o seu tempo de aprendizagem e que cada uma possui suas particularidades (facilidades e dificuldades), o que lhes exige maior atencao e sensibilidade na execucao das atividades. Referencias bibliograficas: FERREIRA, I. K. S; SANTOS, L. F. A aprendizagem de lingua estrangeira nos anos iniciais do Ensino Fundamental . Porto Alegre: Letronica, v.3, n.1, julho 2010. NASCIMENTO, Dioene Carneiro; SANTO, Eniel do Espirito. O despertar da segunda lingua na primeira infância:uma analise sob a perspectiva neuropsicologica. Cadernos Intersaberes, 2013, p. 18-37. PEREIRA, Ane Caroline de Souza; PERES, Maria Regina. A crianca e a lingua estrangeira: Contribuicoes Psicopedagogicas para o processo de ensino e aprendizagem. Construcao Psicopedagogica, Sao Paulo-SP, 2011, p. 38-63. TRAMONTIN CÂMARA, M. A importância da leitura na alfabetizacao. Trabalho de conclusao de curso. Criciuma: Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), 2009. Site consultado: Acesso 15/07/2016. |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Volume Number | 1 |
| Alternate Webpage(s) | http://trabalhos.congrega.urcamp.edu.br/index.php/mpce/article/download/783/923 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |