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Requisitos-chave Das Micro E Pequenas Empresas Inovadoras: a Experiência De Campo De Agentes Locais De Inovação
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Rodela, Luciana Graci |
| Copyright Year | 2018 |
| Abstract | The objective of this paper is to indicate and discuss the practical factors that enable small and medium enterprises (SMEs) to be innovative, strengthened and updated. The discussion was based on the experience in the field of eighteen local innovation agents, professionals trained by SEBRAE (Brazilian Support Service for Micro and Small Enterprises), who are also holders of a CNPq (National Council for Scientific and Technological Development) scholarship. The agents monitored an initial total of 784 SMEs in the state of São Paulo, Brazil, over a two-year period. The agents performed management and innovation diagnostics in the participating companies and based on the results of these studies, proposed action plans to improve their competitive capabilities. The implementation of innovations was systematically monitored their evolutions observed in each company. The author of this paper guided the selection and organization of the field data for the elaboration of the agent’s articles. During the orientation process, reflections were stimulated on the main situations that contributed to or hindered the development of innovation in the companies monitored. Also, a questionnaire was applied to measure the agents' empirical experience. Key indicators for the establishment of and maintenance of innovation in SMEs are revealed. Key-words: Small and medium businesses. Innovation. Disponível em: www.univali.br/periodicos ISSN: 1983-716X Revista Alcance – Eletrônica – vol. 24 – n. 4 – out./dez. 2017 477 RESUMEN El objetivo de este trabajo es indicar y discutir que fundamentos prácticos hacen con que las micro y pequeñas empresas (MPE) sean innovadoras, fortalecidas y actuales. La discusión tuvo como base la experiencia de campo de 18 agentes locales de innovación, profesionales capacitados por el SEBRAE, becarios de CNPq, que acompañaron mensualmente, por dos años, un total de 784 MPE del estado de São Paulo. Los agentes realizaron diagnósticos de gestión y de innovación en las empresas participantes y, con base en estos estudios, propusieron planos de acción direccionados a mejorar sus capacidades competitivas. La implantación de innovaciones, de cada empresa, fue monitoreada sistemáticamente y observada junto con sus evoluciones durante el período estudiado. La autora del presente trabajo orientó la selección y la organización de los datos de campo para elaboración de artículos de los agentes. Durante las orientaciones, fueron estimuladas reflexiones sobre las principales situaciones que contribuyeron y que dificultaron el desarrollo de la innovación en las empresas acompañadas, como también la aplicación del cuestionario para mensurar la experiencia empírica. Se revelaron indicativos requeridos para estabelecimiento y mantenimiento de la innovación en MPE. Palabras clave: Micro y Pequeñas Empresas. Innovación. 1. INTRODUÇÃO Os pequenos negócios têm sido considerados como de incontestável importância em diversos países, uma vez que as micro e pequenas empresas (MPE) exercem papel fundamental em aspectos sociais e econômicos, tais como no desenvolvimento do empreendedorismo (self employment); na criação majoritária de postos de trabalho; no desenvolvimento da inovação; e na necessidade de considerar a influência do crescimento dos pequenos negócios sobre o estabelecimento de políticas urbanas, sociais e econômicas (BROWN et al., 1990; NEUMARK et al., 2011; OIT, 2015; STOREY, 2016). Apesar da importância das MPE e do vigor econômico que representam em diversos países, tais empresas também se constituem nos principais nichos de informalidade, baixa produtividade, com necessidade de atenção em relação à proteção social e às condições de trabalho, segundo relatório sobre a América Latina (OIT, 2015). Sabe-se que o contexto mundial apresenta cenários rapidamente mutáveis e altamente competitivos. Na situação brasileira, embora favorável às MPE entre os anos de 2008 e 2014, quando houve a expansão do PIB e do rendimento médio da população, queda do desemprego e dos juros e melhora no ambiente legal para as MPE, lamentavelmente cabe mencionar que a média do índice de mortalidade dessas empresas ainda gira em torno de 25%, isto é, cerca de um quarto delas encerra suas atividades antes de seus dois primeiros anos de existência (SEBRAE, 2016). A implementação de inovações tem sido considerada fator de sobrevivência das MPE, possibilitandolhes maior produtividade, originalidade e competitividade. Uma pesquisa do SEBRAE-SP (2008) apontou que entre as MPE que passaram por processos de inovação, 62% viram crescer a produção, 46% notaram aumento do faturamento e 39% apontaram maior produtividade por empregado. Entretanto, o processo ou as atividades de inovação empresarial podem ser obstruídos por diversos motivos, como por razões que impedem que as ações de inovação sejam iniciadas até fatores que as refreiam ou as impactam negativamente. Tais obstáculos à inovação podem variar em função da economia, do setor, do segmento, do mercado, do ambiente legislativo, da localização geográfica e outros (OECD; EUROSTAT, 2005). Uma importante fonte de dados sobre inovação empresarial é desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC), com uma produção de estatísticas e indicadores setoriais e geográficos sobre o esforço empreendido para a inovação de produtos e de processos nas empresas brasileiras, contemplando tópicos como: fontes de financiamento, dispêndios com atividades inovativas, impacto das inovações no desempenho das empresas, arranjos cooperativos, papel dos incentivos governamentais, obstáculos às ações de inovação, etc. (IBGE, 2016). No entanto, grande parte dos trabalhos difundidos na área acadêmica e institucional tem colocado ênfase aos fatores de impacto negativo sobre as atividades inovativas e, geralmente, retratado a percepção das empresas. E, embora haja uma variedade de pesquisas sobre ambiente propício à inovação, partindo-se do Doi: alcance.v24n4(Out/Dez).p462-475 Requisitos-Chave das Micro e Pequenas... Luciana Graci Rodela 478 ponto de vista dos empresários e/ou dos colaboradores, e também uma vasta discussão sobre a importância da liderança neste contexto, ainda assim há certa carência de trabalhos que contribuam para observar características do ambiente propício à inovação a partir de outros pontos de vista. O conhecimento dos fatores primordiais que contribuem para a inovação, no âmbito dos pequenos negócios, tem importância para a formulação de estratégias administrativas, especialmente para empreendedores, pois uma boa parcela das medidas empresariais pode ser definida pelo aprimoramento dos processos com base em soluções e métodos mais assertivos, que definem um ambiente propício à inovação. Assim, considerar a inovação com foco na empresa e nas atividades assumidas por elas na busca por assimilar as forças que levam ao sucesso no desempenho do negócio, assim como nas barreiras à inovação, constituem dados relevantes e de importância central para a formulação de políticas públicas (OECD; EUROSTAT, 2005) e administrativas, voltadas para produtividade e para o desempenho comercial e social das MPE. Logo, a pergunta de pesquisa é a seguinte: Com base na observação empírica, de um ponto de vista diverso do empresário, isto é, de agentes locais de inovação, quais são os fatores primordiais que definem a “empresa inovadora”? Desta maneira, este trabalho tem como objetivo geral realizar um levantamento quali-quantitativo e uma discussão sobre fatores que se destacam ao contribuir para o desenvolvimento da inovação empresarial e que se sobressaem exercendo função de obstáculo à inovação, no âmbito das micro e pequenas empresas. O objetivo específico é delimitar, com base em observação de campo de profissionais da área de inovação, quais foram as situações e fatores característicos da “empresa inovadora” e elucidar quais foram os principais entraves à inovação, em um conjunto de centenas de MPE acompanhadas por um período de dois anos. Para atingir os objetivos, foram utilizadas duas fontes principais de pesquisa, sendo: 1. Análise da experiência de campo de 18 pesquisadores do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que atuam como agentes locais de inovação do Programa ALI do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), e acompanharam mensalmente um total inicial de 784 MPE dos setores de comércio, serviço e indústria, nos anos de 2015 a 2017, no interior do estado de São Paulo. 2. A aplicação de um questionário junto aos agentes, objetivando e possibilitando mensurar a obtenção de conteúdo sobre o problema da pesquisa, portanto, questionando-se sobre os requisitos-chave que contribuíram para impulsionar/prejudicar a inovação nas MPE acompanhadas ao longo do Programa. O trabalho dos agentes se fundamenta na realização de diagnósticos do estágio gerencial e da situação da inovação nas MPE. Com essa base, propõem-se planos de ação para cada uma das empresas, voltados a melhorar suas capacidades competitivas por meio da implementação e da gestão de inovações, como em produtos, processos, relacionamento, marca, cadeia de fornecimento, e outras – e através do aperfeiçoamento gerencial como suporte à inovação, sendo, então, as ações e os seus respectivos resultados monitorados, mensalmente, ao longo dos mais de dois anos. O resultado desse trabalho de acompanhamento às empresas é então apresentado e discutido em artigos científicos, elaborados pelos agentes, com suporte acadêmico de orientadores. A autora do presente trabalho atua como orientadora do Programa ALI, conduzindo os agentes de dois escritórios regionais do SEBRAE São Paulo, à seleção e à organização dos dados levantados junto às empresas, bem como contribuindo efetivamente para o delineamento de suas reflexões, análises e discussões dos resultados sobre a evolução da inovação em MPE e sobre os fatores que as levam a se destacar ou nã |
| Starting Page | 476 |
| Ending Page | 476 |
| Page Count | 1 |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| DOI | 10.14210/alcance.v24n4(out/dez).p476-494 |
| Volume Number | 24 |
| Alternate Webpage(s) | https://siaiap32.univali.br/seer/index.php/ra/article/viewFile/11601/pdf |
| Alternate Webpage(s) | https://doi.org/10.14210/alcance.v24n4%28out%2Fdez%29.p476-494 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |