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Influência do nível socioeconômico no desempenho funcional de crianças com paralisia cerebral
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Assis-Madeira, Elisângela Andrade |
| Copyright Year | 2010 |
| Abstract | O termo Paralisia Cerebral se refere ao grupo de condicoes cronicas nao progressivas da infância, a qual afeta o sistema nervoso central em fase de maturacao, acarretando anormalidade na coordenacao do movimento. Dentre os fatores de risco que aumentam a probabilidade de deficits no desenvolvimento motor, esta o nivel socioeconomico da familia. Apesar das evidencias de que o ambiente possa interferir no desenvolvimento infantil, informacoes sobre a influencia do nivel socioeconomico no desempenho das habilidades funcionais e na assistencia do cuidador para realizar tarefas da rotina diaria da crianca com paralisia cerebral nao estao bem definidas. O objetivo deste estudo foi investigar a influencia do nivel socioeconomico no desempenho funcional de criancas com paralisia cerebral. Tratou-se de estudo transversal com 49 criancas com paralisia cerebral, idade entre 3 e 8 anos, e seus respectivos cuidadores. Os instrumentos utilizados foram: Inventario de Avaliacao Pediatrica de Incapacidade (PEDI), GMFCS (Sistema de Classificacao da Funcao Motora Grossa), Criterio de Classificacao Economica do Brasil e uma ficha de identificacao com informacoes sobre a crianca e o cuidador. Os resultados apontaram que criancas com PC grave foram as que mais tiveram influencia do NSE. Apesar de essas criancas de NSE baixo terem habilidade de autocuidado significantemente inferior a das criancas de NSE alto, a assistencia do cuidador desse mesmo desempenho foi semelhante nas duas classes economicas. Criancas com comprometimento variado tem desempenho semelhante na habilidade da funcao social. Entretanto, na assistencia do cuidador na funcao social, as criancas com PC moderada de NSE baixo sao mais dependentes do que criancas com NSE alto. Quando se compararam criancas de NSE alto e baixo, independentemente do comprometimento motor, observou-se que criancas com NSE alto e baixo tem habilidade na mobilidade e assistencia do cuidador tambem na mobilidade semelhantes, porem quando se trata do autocuidado e funcao social tanto da habilidade funcional quanto na assistencia do cuidador, as criancas de NSE baixo apresentaram desempenho significativamente inferior as criancas de NSE alto. A funcao social foi a que melhor demonstrou as diferencas entre criancas com cuidadores de baixa escolaridade e cuidadores de alta escolaridade. Conclui-se que a crianca com PC pode sofrer influencia do NSE, sobretudo influencia direta do cuidador, do qual ela pode tanto receber protecao adequada ou excessiva, quanto conviver com riscos para o seu desenvolvimento. O risco social de pertencer a uma familia de classe economica desfavorecida afeta mais criancas com comprometimento grave, ou seja, criancas com maior risco biologico. Ja as familias de classe economica alta, quando se trata de criancas com comprometimento grave, parecem ser superprotetoras em relacao ao autocuidado, dando ajuda excessiva nas tarefas diarias. Independentemente do comprometimento motor das criancas com PC, familias de classe economica alta dao mais oportunidades para o desenvolvimento de habilidades e a independencia nas areas de autocuidado e funcao social do que familias de NSE baixo. A implementacao de politicas publicas adequadas de atendimento materno-infantil pode diminuir o papel negativo do NSE e baixa escolaridade no desempenho funcional de criancas com PC. |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Alternate Webpage(s) | http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/1751/1/Elisangela%20Andrade%20Assis.pdf |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |