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Desenvolvimento De Porta-enxertos Do Gênero Prumus Spp. Para Pessegueiros, Nectarineiras E Ameixeiras: Rede Brasileira De Avaliação-unidade De Observação Com Porta-enxertos Clonais Nas Condições Edafoclimáticas De Chapecó – Sc Em 2017
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Santana, Alice Prado, Jean Do Uberti, Alison Lugaresi, Adriana Louis, Bachelor Girardi, Gian Carlos Giacobbo, Clevison Luiz |
| Copyright Year | 2017 |
| Abstract | 1 Introducao A variabilidade genetica existente no genero Prunus , tem possibilitado o desenvolvimento de cultivares que atendem as mais diversas demandas do mercado consumidor, seja para o processamento ou para consumo in natura da fruta (Finardi, 1998). A persicultura moderna baseia-se em dois parâmetros essenciais, o adensamento de cultivo e a escolha adequada da cultivar porta-enxerto. Segundo Rocha et al. (2007), a escolha de um porta-enxerto deve ser em relacao as condicoes edafoclimaticas do local e a melhor combinacao copa x porta-enxerto. O resultado dessa combinacao depende do genotipo dos componentes e de suas interacoes fisiologicas, anatomicas, bioquimicas e moleculares (Pereira et al., 2014). A quantificacao da divergencia entre estes individuos de interesse permite o persicultor escolher os melhores porta-enxertos e cultivares copa. 2 Objetivo Verificar a divergencia genetica e agrupar os diferentes porta-enxertos do genero Prunus spp., conforme as caracteristicas vegetativas e produtivas proporcionadas a cultivar copa BRS Libra, a partir da aplicacao de analises multivariadas. 3 Metodologia O trabalho foi desenvolvido na area experimental da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Chapeco. O pomar de pessegueiro, onde realizou-se o estudo, faz parte de uma rede nacional de avaliacao de porta-enxertos para prunaceas, sob a coordenacao geral da Embrapa Clima Temperado. O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados, com quatro repeticoes. O plantio ocorreu no ano de 2014 em um espacamento de 2m entre plantas e 5m entre filas (2 × 5m, 1000 plantas.ha -1 ) e conduzido em forma de “Y” (ipsilon) sem irrigacao. A cultivar copa utilizada foi a BRS Libra, enxertada sobre 25 diferentes cultivares de porta-enxertos, propagados por estacas herbaceas, sendo eles: ‘Tsukuba-2’, ‘Genovesa’, ‘Clone 15’, ‘Nemared’, ‘Tsukuba-1’, ‘Barrier’, ‘Ishtara’, ‘Cadaman’, ‘Capdeboscq’, ‘BRS Libra Autoenraizado’, ‘De Guia’, ‘Rosaflor’, ‘G x N.9’, ‘Flordaguard’, ‘Rigitano’, ‘Tardio-01’, ‘P. Mandshurica’, ‘Mirabolano 29C’, ‘Tsukuba-3’, ‘Okinawa’, ‘Santa Rosa’, ‘Mexico Fila1’, ‘Marianna’, ‘I-67-52-4’ e ‘GF 677’. A coleta de dados ocorreu durante o ano produtivo de 2016/17. Foram avaliadas as variaveis de area da seccao do tronco (cm 2 ), mensurada cinco centimetros acima e cinco centimetros abaixo do ponto de enxertia; massa media de frutos (g); solidos soluveis; e produtividade (t.ha -1 ). Os dados foram avaliados pelo programa R, versao 3.3.2. A similaridade entre as variedades foi calculada por meio do indice de Jaccard com o pacote Vegan 1.17 (Oksanen et al. , 2017). 4 Resultados e Discussao De acordo com Figura 1, observa-se a formacao de cinco grupos distintos. O estabelecimento dos grupos e feito de forma subjetiva, tendo por base as mudancas acentuadas de niveis e associada, principalmente, ao conhecimento previo que o pesquisador tem do material avaliado (Cruz, Regazzi e Carneiro, 2012). O grupo I, que compreende as cultivares Mirabolano 29C e Marianna, e constituido por plantas mortas. A causa da mortalidade destas cultivares e devida a estas serem cultivares porta-enxertos utilizadas para a cultura da ameixa ( Prunus domestica ) e nao para pessego, o que ocasiona uma incompatibilidade de enxertia. O grupo II e composto pelas cultivares P. Mandshuricha, Genovesa e Santa Rosa. Estes porta-enxertos apresentaram baixo desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, visivel durante todo o ciclo de producao. Durante o ciclo produtivo, as plantas da cultivar Genovesa apresentaram somente 30% da media da produtividade estimada dos grupos III, IV e V. Alem disso, ao final do ciclo, todas as repeticoes desta cultivar morreram, demonstrando incompatibilidade de enxertia. Da mesma forma, as demais cultivares (P. Mandshuricha e Santa Rosa) tem apresentado os mesmos sintomas de incompatibilidade, sendo eles encarquilhamento de folhas, secamento de ramos laterais e engrossamento excessivo do ponto de enxertia, podendo progredir igualmente a morte. Figura 1. Dendrograma de similaridade genetica entre porta-enxertos do genero Prunus , enxertados sob a cultivar copa BRS Libra, gerado pelo metodo UPGMA, a partir do indice de Jaccard. O grupo III compreende as cultivares Clone 15, Tsukuba-1, Ishtara, Tsukuba-2, Tardio 1 e Tsukuba-3. Tais cultivares apresentaram produtividade 15% inferior em relacao a media dos grupos IV e V. No entanto, este grupo apresentou menor vigor, isto e, plantas com menor area de seccao de tronco. A partir disso, observa-se que as mesmas podem requerer menor intervencao de poda. Em continuidade, o grupo IV (I-67-52-4, Rigitano e Barrier) demonstrou maior qualidade de fruto, correspondendo a 21% superior de massa media de fruto quando comparado a media dos grupos III e V. Este grupo apresentou produtividade e vigor menor que o grupo V e maior que o grupo III. Em contraste com todos os demais grupos, o grupo V possui maior produtividade e vigor. Percebe-se que a selecao dos melhores porta-enxertos e realizada com base nas caracteristicas de interesse. Embora o grupo V apresentou-se mais produtivo, demonstrou maior vigor. Consequentemente, porta-enxertos deste grupo necessitam de maior mao de obra no manejo de poda e conducao, o que pode aumentar os custos de producao. Embora o grupo III tenha apresentado menor vigor e baixa produtividade, necessita de menor mao de obra. Dessa forma, a escolha do porta-enxerto pode alterar positiva ou negativamente o retorno economico. 5 Conclusao Os porta-enxertos Mirabolano 29C, Marianna, P. Mandshuricha, Genovesa e Santa Rosa apresentam incompatibilidade de enxertia, impossibilitando seu uso sob a cultivar BRS Libra. As demais cultivares sao separadas em tres grupos distintos, sendo grupo de alta produtividade e alto vigor, baixa producao e baixo vigor, e intermediario. A escolha dos porta-enxertos deve ser baseada na mao de obra disponivel e do objetivo da producao. |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Volume Number | 1 |
| Alternate Webpage(s) | https://periodicos.uffs.edu.br/index.php/JORNADA/article/download/5636/3744 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |