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Análise da taxa de partos cesarianos realizados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) em comparação com o Brasil
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Girardi, Adriana Muradás Valente, Amanda Prestes Kluck, Mariza Machado |
| Copyright Year | 2013 |
| Abstract | Introdução: O parto cesariano quando bem indicado está associado a benefícios para a gestante e para o recémnascido. Sua indicação está bem estabelecida quando há condições de risco materno ou fetal durante a gestação ou trabalho de parto. No entanto, a elevação gradual dessa taxa no Brasil tem gerado preocupação e questionamento a respeito das reais necessidades que tem levado à realização desse procedimento. Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o parto cesariano eletivo sem emergência está associado a uma taxa de mortalidade materna 2,8 vezes maior que o parto vaginal, além de estar associado a uma morbidade materna e uma morbimortalidade infantil também superior. Objetivo: Analisar comparativamente qual a taxa de cesarianas do HCPA em relação ao país, regiões, Estado do Rio Grande do Sul e Porto Alegre. Métodos: Foi realizada uma coleta de dados no Sistema de Informações Gerenciais do HCPA para a análise da taxa de partos cesarianos no HCPA e uma coleta de dados no sistema DATASUS para análise nacional e por regiões e cidades. Resultados: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o valor preconizado de partos cesarianos é de 15% do total de partos, no entanto, no Brasil esse valor chegou a 52% em 2010, maior valor mundial no período. Valores superiores a 50% foram registrados na Região Sul, Sudeste e Centro-Oeste sendo os maiores valores registrados em cidades de maior população e desenvolvimento. Avaliando detalhadamente a região Sul observamos uma taxa de partos cesarianos em 2010 de 58%, mesmo valor encontrado no Estado do Rio Grande do Sul (RS), superiores ao de Porto Alegre que apresentou uma taxa de 50%. Por ser um hospital de alta complexidade e com ambulatórios e equipes obstétricas especializadas em alto risco gestacional, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) acaba drenando um número de gestações com probabilidades de complicações maiores que os hospitais de baixa complexidade. Ainda assim, o HCPA possui taxas de cesarianas muito menores que a média nacional, sendo que em 2010 esse número foi de 33,5%. Essa taxa de partos cesarianos mais baixos no HCPA explica-se principalmente em função dos partos realizados pelo Sistema Único de Saúde, em que essa taxa representou no ano analisado 32%, extremamente menor que a taxa observada nos partos realizados por convênio ou particulares, onde essa taxa chegou a 75% . Em relação à complicações infecciosas pós parto no HCPA, os partos cesarianos tiveram uma taxa de complicações infecciosas 5 vezes maior quando comparado ao parto vaginal, indo de encontro aos dados da ANS. Conclusão: Por fim, o parto cesariano é de extrema importância em casos de risco materno-fetal, no entanto, sua realização indiscriminada pode acarretar riscos. Para evitar taxas de partos cesarianos altas como as observadas, deve haver critérios bem estabelecidos por parte dos profissionais da área da saúde para a realização dessa intervenção, associado a conscientização da sociedade sobre as vantagens do parto vaginal e as possíveis desvantagens do parto cirúrgico cesariano. |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Alternate Webpage(s) | https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/121733/000912805.pdf?isAllowed=y&sequence=1 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |