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Mulheres Negras: Aceitação E Construção De Uma Identidade
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Oliveira, Ana Camila De Pinto, Lucas Alencar |
| Copyright Year | 2018 |
| Abstract | Homens e mulheres, cada qual com sua cultura, seu jeito de ser e sua historia foram traficados. Carregavam consigo lembrancas e valores familiares que influenciaram na forma de organizacao da sociedade brasileira, eram vistos como mercadorias e eram selecionados conforme padrao estetico que melhor atendessem aos objetivos de cada escravocrata, fosse para o trabalho pesado ou para a satisfacao do desejo sexual. Assim, a escravizacao deixou marcas profundas na sociedade brasileira desqualificando a populacao negra de varias maneiras, lhe reservando a condicao de sub-humanidade. O individuo negro foi definido como raca e seu lugar, sua forma de tratar e ser tratado, como tambem os padroes de interacao com o branco foram demarcados, alem de ter sido desenvolvida uma relacao entre a cor negra e a posicao social inferior, que esta diretamente relacionada ao racismo estrutural por negar a populacao negra a ascensao social. Cabe ressaltar que a desconsideracao que a cultura afro-brasileira sofre no Brasil tem raizes em civilizacoes anteriores, mas foi no periodo colonial que o desrespeito tomou forma, quando as mulheres africanas escravizadas foram obrigadas a internalizar a ideologia do sistema racista que impunha o catolicismo e a cultura branca como primordial e necessaria. Assim, a cultura africana foi vista como representacao do grotesco, mas apesar de toda tentativa de exclui-la, ela conseguiu se perpetuar para alem do periodo da escravatura, propagando-se no periodo pos-abolicionista e sendo cultivada ate nosso tempo atual. Importante destacar que sao as diversas expressoes culturais que formam o Brasil de hoje, mas a negacao de que ha uma ligacao entre a cultura do pais e a africana ainda se faz presente pelos estudiosos racistas que tentam criam uma logica que beneficie a cultura eurocentrica, o que acarreta aos que carregam a cultura afro-brasileira diversas humilhacoes e a destruicao da sua identidade. A troca cultural e de suma importância para a construcao da identidade do individuo, as diferencas sao acentuadas e ha um dialogo com o outro. Contudo, o racismo tem uma forte influencia nessa construcao identitaria, uma vez que estereotipa negativamente o grupo negro e o dialogo entre as culturas se torna viciado, determinando a forma como o outro se enxerga, sendo que atraves da aculturacao e da dominacao ha a possibilidade de surgir mulheres afro-brasileiras europeizadas, onde em suas mentes prevalecem os ideais eurocentricos. Dessa maneira, percebemos que o racismo se apresenta na sociedade das mais variadas formas, sendo a violencia psicologica uma destas, fazendo da mulher negra alienada e possuida pelo discurso do qual tanto e vitima. Esse tipo de violencia faz com que essa mulher inicialmente aceite a condicao de inferior e assim busque modificar sua estrutura, usando muitas vezes pregadores de roupa para afinar o nariz, metodos perigosos para embranquecer a pele e outros meios que possam torna-la naquilo que tanto pensa ser o ideal, ou seja, faz com que ela nao aceite sua imagem ou seu corpo, dentre outras coisas. Podemos dizer que a sociedade racista destroi a dignidade humana da mulher negra e a torna apenas na ideia de um corpo sem mente e sem cultura, causando um impacto psicologico e destruindo a capacidade cognitiva que a faz perceber sua humanidade, sendo que em conformidade com Bell Hooks “por outras palavras, foi-nos pedido que negassemos uma parte de nos proprias e fizemo-lo”. |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Volume Number | 1 |
| Alternate Webpage(s) | http://www.seer.ufal.br/index.php/dphpi/article/download/5707/3977 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |