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A dimensão narrativa e a didática da História em JÖRN RÜSEN
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Silva, Rogério Chaves Da |
| Copyright Year | 2010 |
| Abstract | Parafraseando Chartier2, “Tempo de incerteza”, epistemological crisis, tournant critique, este e o clima de inseguranca que permeou o habitat dos historiadores, desde a critica narrativista ocorrida nos anos 1960 e 1970. Nesse quadrante historico, antigas certezas foram abaladas, a objetividade da ciencia historica, a validade geral do conhecimento, baseada na relacao com a experiencia do passado e na racionalidade no trato cognitivo dessa experiencia, foi posta em cheque. Assumir que o conhecimento historico, em principio, e constituido por uma narrativa, fez-nos pisar em terreno epistemologico movedico. Essa crise epistemologica teve como ponto nevralgico a concepcao moderna de ciencia, sustentada por grande parte da comunidade dos historiadores. Estribados no conceito de ciencia sedimentado no seculo XIX, esses especialistas acabaram relegando a escrita da historia a uma posicao secundaria, elegendo a pesquisa como operacao determinante para a constituicao da historia como ciencia. Ja na segunda metade do seculo XX, a critica narrativista fez com que a relacao entre pesquisa e escrita da historia fosse visualizada sob outro prisma teorico. A partir da repercussao dos trabalhos de Hayden White, maior representante do chamado Linguist Turn, e mais recentemente, de autores como Frank Ankersmit, houve uma especie de inversao no modo tradicional de conceber o problema da relacao entre pesquisa e escrita da historia: o relevo destinado a escrita em detrimento da pesquisa. Dentro dessa nova concepcao, o texto historico passou a ser considerado um artefato linguistico, elaborado segundo principios literarios e ligado unicamente as estruturas da narrativa. Para esses autores, denominados de narrativistas, nao haveria como representar o passado em sentido epistemologico, visto que a historia seria sempre uma construcao pessoal, uma manifestacao da perspectiva do historiador como narrador, portanto, epistemologicamente fragil. Haveria, entao, uma autonomia da narrativa |
| Starting Page | 173 |
| Ending Page | 176 |
| Page Count | 4 |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| DOI | 10.5216/o.v9i12.9447 |
| Volume Number | 9 |
| Alternate Webpage(s) | https://www.revistas.ufg.br/Opsis/article/download/9447/6535 |
| Alternate Webpage(s) | https://doi.org/10.5216/o.v9i12.9447 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |