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Reprovando o trágico: sociedade de consumo e poesia na escola
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Paulino, M. R. |
| Copyright Year | 2008 |
| Abstract | Este trabalho compara a presenca de poemas tragicos em escolas brasileiras dos anos 1950 com seu relativo abandono nos anos posteriores, especialmente pela insercao do Pais nas sociedades de consumo cultural. Uma antologia poetica usada por professoras das series iniciais em 1957, em algumas escolas do Estado de Minas Gerais, e referida como exemplo de obra que assume o tragico junto aos alunos, como discurso relacionado a condicao humana com seus impasses, dos quais se podia falar, ouvir, escrever e ler. Hoje esse discurso e reduzido em importância ou negado em diversas escolas para criancas como depressivo, patologico. Muitas escolas excluem textos tragicos, sob a alegacao de que nao fariam bem aos pequenos alunos. Trata-se de uma confusao entre arte tragica e abordagens midiaticas da violencia, associadas ao espetaculo gratuito, num processo de banalizacao do tragico, apontada por Adorno, em sua denuncia da industria cultural. A dimensao politicosocial dessa mudanca e focalizada a partir da Teoria Critica da Cultura e tambem dos poderes discursivos, segundo Charaudeau (politico) e Maingueneau (literario). O Brasil tardiamente se torna uma sociedade de consumo, a partir dos anos 1950, explicando isso em parte a preferencia crescente por livros infantilizados, em nome de um mercado especifico. Embora tenha melhorado em qualidade e quantidade, nossa producao de livros para criancas chega aos nossos dias muitas vezes ameacada por um repudio ao tragico proprio da arte literaria ocidental. A ordem do consumismo (Lipovetsky) cuja historia se inicia no fim do seculo XIX no Ocidente, revela, desde a segunda metade do seculo XX, sua face mais cruel, ao levar os sujeitos a necessidade de serem sempre “felizes”, vivendo numa sociedade que nega a fala dos sofrimentos e faz do tragico um grande espetaculo midiatico, aparentemente contrario a outras instituicoes, como algumas organizacoes culturais que escolhem para criancas textos amenos, e certa psiquiatria, que, ignorando o poder psicoterapeutico da palavra, continua receitando antidepressivos para quaisquer tristezas de seus pacientes. |
| Starting Page | 803 |
| Ending Page | 828 |
| Page Count | 26 |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| DOI | 10.5020/23590777.8.3.803-828 |
| Volume Number | 8 |
| Alternate Webpage(s) | http://pepsic.bvsalud.org/pdf/malestar/v8n3/11.pdf |
| Alternate Webpage(s) | https://periodicos.unifor.br/rmes/article/download/4887/3897 |
| Alternate Webpage(s) | https://doi.org/10.5020/23590777.8.3.803-828 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |