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Ser criança na Costa da Lagoa: memórias, brincadeiras e natureza
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Manfroi, Miraíra Noal |
| Copyright Year | 2016 |
| Abstract | A proposta da pesquisa, desenvolvida em 2014, foi compreender os significados de ser crianca na Costa da Lagoa, comunidade acoriana, localizada na Lagoa da Conceicao, em Florianopolis (SC). A definicao da Costa partiu da concepcao de que ha comunidades que mantem principios de liberdade com as criancas que, de certa maneira, possuem os tempos e os espacos, no ambiente natural e cultural, para se desafiarem e crescerem. Fundamentada em concepcoes teoricas que consideram as criancas como seres sociais, que tem o direito de serem respeitadas em suas historicidades e culturas, constatei que estava convivendo com uma realidade aparentemente simples, mas inegavelmente complexa. Neste percurso, a pesquisa traz como objetivo geral a proposta de desvendar os sentidos e significados encontrados nas relacoes estabelecidas pelas criancas, moradoras da Costa da Lagoa, entre o ser, o brincar e a natureza. Tendo como objetivos especificos: a) ouvir as narrativas dos velhos moradores sobre as suas memorias de infância, com foco na infância de outrora e nas brincadeiras; b) encontrar os espacos de brincadeiras existentes na Costa da Lagoa voltados as criancas residentes nessa comunidade, bem como se dao as suas apropriacoes; c) buscar os significados das diferentes formas de brincar das criancas moradoras da Costa da Lagoa; d) experimentar o cotidiano dessas criancas, detectando suas experiencias com e na natureza. A definicao metodologica partiu da etnografia, com seu “olhar de perto e de longe” e seu “olhar de dentro e de fora” e se configurou como caminho a ser seguido, com predominância qualitativa e carater descritivo. O foco foram os velhos moradores e as criancas que, de maneira geral, estao habilitados a participar do contexto social, segundo as suas vontades e as suas habilidades, pois pertencer e fazer parte e um direito que se conquista ao nascer. A metodologia esteve em permanente construcao para dar conta de uma realidade dinâmica e mutante. Para a coleta de dados foram utilizados diferentes instrumentos, complementares entre si: observacoes participantes; caderno de apontamentos; conversas informais; visitas a residencias e moradores mais antigos; fotografias; filmagens; desenhos das criancas; participacao em eventos. Ao concluir a pesquisa, mas longe de saciar as inquietacoes como pesquisadora, avalio que a etnografia oportunizou uma caminhada significativa pelas trilhas e travessias da Costa. Os velhos moradores, que ali viveram as suas infâncias, mesmo que permeadas pelo trabalho e por dificuldades, possuem lembrancas alegres e divertidas, mantendo vivacidade e participacao social. As criancas que ai vivem tem a oportunidade de realizar atividades no ambiente natural, entre arvores, aguas, terras e bichos. Sao criancas desafiadas a superar medos, a desenvolver o autoconhecimento e a ampliar a capacidade de sensibilizacao. Posso afirmar que minha estada na Costa foi uma “experiencia vivida” em minha trajetoria pessoal, como estudante e profissional. As conversas fluiram, as relacoes flutuaram, as fotografias mergulharam e meu ser segue a sua navegacao sabendo que ha lacos e compromissos que sao para sempre. |
| Starting Page | 426 |
| Ending Page | 427 |
| Page Count | 2 |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Volume Number | 19 |
| Alternate Webpage(s) | https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/158857/337195.pdf?isAllowed=y&sequence=1 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |