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Diversidade genética em coqueiro-gigante (Cocos nucifera L.) por meio de marcadores microssatélites e características morfoagronômicas
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Loiola, Carina Mendes |
| Copyright Year | 2014 |
| Abstract | O coqueiro-gigante representa cerca de 70% da exploracao do coqueiro no Brasil. Apesar disso, as informacoes sobre a variabilidade genetica existente nas populacoes brasileiras e suas relacoes geneticas ainda sao incipientes. Os marcadores microssatelites ou SSR (Simple Sequence Repeats), e os marcadores morfologicos, sao as tecnicas mais indicadas para os estudos de diversidade genetica. Assim, o conhecimento da variabilidade e da estruturacao genetica em coqueiro-gigante, torna-se necessario para direcionar as atividades de conservacao e utilizacao do germoplasma nos programas de melhoramento da especie. Os objetivos do presente estudo foram: 1) analisar a distribuicao da variabilidade genetica da populacao original de gigante-do-Brasil-da-Praia-do-Forte (GBrPF-PO), localizada do litoral norte do Estado da Bahia, e de quatro acessos procedentes dessa populacao; 2) os niveis de diversidade e as relacoes geneticas entre dois acessos de coqueiro-gigante coletados no Brasil e sete acessos introduzidos de diferentes regioes geograficas do mundo, conservados no Banco Internacional de Coco para a America Latina e Caribe (ICG- LAC).Os acessos foram analisados por meio de 25 primers SSR especificos e 16 descritores morfoagronomicos da lista do IPGRI, 1995.Os acessos de gigante-do-Brasil-da-Praia-Forte (GBrPF) sao conservados em bases fisicas no Ceara (GBrPF-CE), Para (GBrPF-PA) e no ICG-LAC, este ultimo em duas bases fisicas em Sergipe: uma no campo experimental do Betume, no municipio de Neopolis (GBrPF-CEB) e a outra no campo experimental de Itaporanga, no municipio de Itaporanga d’Ajuda (GBrPF-CEI). Os demais acessos de coqueiro: gigante-do-Brasil-de-Merepe (GBrMe), coletado no litoral do Nordeste do pais, gigante-da-Malasia (GML), gigante-de-Vanuatu (GVT), gigante-do-Oeste-Africano (GOA), gigante-da-Polinesia (GPY), gigante-de-Rennel (GRL), gigante-de-Tonga (GTG) e gigante-de-Rotuma (GRT) introduzidos de diferentes regioes geograficas do mundo, tambem estao conservados no ICG-LAC no campo experimental do Betume. Tres trabalhos oriundos deste projeto de pesquisa serao apresentados. No primeiro trabalho, constatou-se 18 primers polimorficos, 91alelos, com media de 5,05 alelos/loco. Os indices genotipicos indicam maior variabilidade genetica dos acessos GBrPF-PA, GBrPF-CE e GBrPF-CEB, a analise da estrutura genica identificou um compartilhamento de alelos da populacao e dos acessos, sugerindo que os acessos coletados, representam a estruturacao genetica da populacao original. O agrupamento (UPGMA), evidenciou a formacao de 14 grupos, tendo os acessos GBrPF-CEB e GBrPF-PA mostrado maior similaridade com a populacao original. No segundo trabalho, para o estudo das relacoes geneticas entre acessos de coqueiro-gigante, 19 primers foram polimorficos, detectando 125 alelos, com media de 6,57 alelos/loco. Os indices genotipicos indicam uma maior variabilidade genetica entre os acessos de coqueiros-gigantes introduzidos oriundos da regiao do Pacifico. A analise da estrutura genica levou a formacao de cinco grupos e os acessos coletados no Brasil apresentaram relacao genetica com o acesso Africano e o surgimento de ecotipos de coqueiro-gigante no Brasil. A analise de agrupamento pelo metodo do Vizinho mais Proximo formou dois grupos principais. No grupo I, os acessos foram agrupados em tres subgrupos: Ia (GTG, GRT e GPY), Ib (GRL e GVT) e Ic (GML). No grupo II, os acessos foram separados em dois subgrupos : IIa (GOA) e IIb (GBrMe, GBrPF). Indicando que as relacoes geneticas dos acessos sao fundamentadas nas regioes ecogeograficas. O terceiro trabalho,o estudo da diversidade genetica, por meio de marcadores morfoagronomicos utilizando tecnicas de analises uni e multivariadas, foi observada variabilidade genetica entre os acessos. Os resultados da analise dos componentes principais, obtidos a partir de 16 caracteres morfoagronomicos mostra que foram necessarios tres componentes, para que a variância por eles explicada atingisse um minimo de 80% e a selecao de seis caracteres de maior contribuicao para o estudo da diversidade. Pelo metodo UPGMA formou-se cinco grupos. O grupo I reune os acessos GVT e GML; o grupo II com o GPY, GTG e GBrPF; o grupo III e IV com apenas um acesso cada, GRT e o GOA, respectivamente e o grupo V com o GBrMe e GRL. Os grupos apresentaram uma incoerencia com relacao as origens dos acessos, provavelmente devido a natureza quantitativa das caracteristicas avaliadas, que sao controladas por muitos genes, sendo afetadas por fatores ambientais. As avaliacoes da diversidade e da estruturacao genetica evidenciam a variabilidade e as relacoes geneticas existentes em coqueiro-gigante. Esses resultados permitirao orientar as decisoes sobre as atividades de conservacao e uso do germoplasma do coqueiro no pais |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Alternate Webpage(s) | https://ppgfito.ufersa.edu.br/wp-content/uploads/sites/45/2015/02/Tese-2014-CARINA-MENDES-LOIOLA.pdf |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |