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Um modelo multicriterio para gerenciamento de risco por uma empresa de factoring
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Lima, Marcus Vinicius Andrade De |
| Copyright Year | 2008 |
| Abstract | The factoring companies in Brazil have had a great grown in the past years. They are a way for providing working capital for companies that sell goods and/or services working on hire purchase system (seller companies). Factoring procedures are basically to buy credit securities from its client companies (securities that are issued by these companies) and pay them ahead in cash. The buyer companies which buy those goods and/or services from sellers have to redeem the credit securities. The factoring companies’ spread is due to security charges. The management of credit security risk is the factoring credit manager’s main function. He/she usually performs this risk evaluation without a formal procedure, using his/her both intuition and experience. This paper presents a Multicriteria Decision Aid model that, based on factoring credit manager’s value system, allows to sort each credit security before factoring company purchase them. This sorting procedure takes into account some standards of performance that allows to assign each credit security into one of the three categories: high risk, medium risk, and low risk. It will be presented the evaluation model for credit securities; its structuring process; and a model test evaluating one credit security. Key-words: Multicriteria Decision Aid, Factoring, Risk. 1. INTRODUÇÃO O número de empresas de factoring, no Brasil, tem crescido de forma visível nos últimos anos. Elas surgem como uma forma de viabilizar o capital de giro para aquelas empresas que vendem seus produtos e/ou serviços à prazo (empresas-clientes). As factoring operam basicamente comprando títulos de crédito provenientes de tais operações, títulos esses emitidos pelas empresas-clientes, adiantando as importâncias dos títulos às mesmas. Uma vez de posse do título de crédito, o ônus da cobrança é da empresa de factoring, que terá de recebê-los das empresas-sacadas. Sendo assim, o gerenciamento do risco associado a cada título de crédito é função primordial do gerente envolvido em tal atividade. Usualmente a classificação do nível de risco de um dado título de crédito é feita de maneira informal pelo gerente da factoring, que compra-o apenas se for considerado como de “baixo risco”. Neste sentido, o objetivo do trabalho é apresentar um sistema que auxilie este gerente em tal classificação e, portanto, na tomada de decisão. Para tanto ele leva em conta o sistema de valores do gerente com relação ao processo de avaliação de risco de títulos de crédito. 2. A ATIVIDADE DO FACTORING A atividade de factoring (ver Leite (1995)) realiza-se entre a empresa de factoring e a empresa-cliente. Como mostra a Figura 1 a empresa cliente vende às empresas-sacadas produtos ou serviços que serão pagos a prazo. A empresa-cliente, então, emite um título de crédito referente à operação. Um título de crédito (uma duplicata) é o documento assinado pelas empresas-sacadas que se comprometem a realizar o pagamento do valor do título na data de seu vencimento. E M P R E S A D E F A C T O R I N G E M P R E S A S A C A D A E M P R E S A C L I E N T E 4 c o m p r a t í t u l o d e c r é d i t o 3 v e n d e t í t u l o d e c r é d i t o 2 c o m p r a à p r a z o p r o d u t o o u s e r v iç o 1 v e n d e à p r a z o p r o d u t o o u s e r v iç o ( e m i t e t í t u l o d e c r é d i t o ) Figura 1. Processo de factoring. A empresa-cliente, que conta com o título de crédito (da empresa-sacada) e que deseja obter o valor a ser recebido previamente, pode vendê-lo a uma empresa de factoring. Esta cobra uma taxa de desconto sobre o valor do título de crédito pelo adiantamento do dinheiro. A cobrança do título de crédito passa a ser de responsabilidade da empresa de factoring com a empresa-sacada. A empresa-cliente, uma vez feita a transação, não se responsabiliza mais pelo pagamento dos títulos de crédito (a não ser que haja má-fé por parte dela na emissão destes títulos). A compra de crédito pela empresa de factoring é uma operação que envolve riscos de natureza um pouco diferente da concessão de crédito bancário. Por um lado, ela geralmente não tem contato diretamente com a empresa-sacada. Por outro, os títulos de crédito são de valor geralmente baixo, sendo o volume diário de operações de compra bastante elevado. Assim a informação disponível limita-se aos serviços de proteção ao crédito e às informações informais de mercado. Portanto a compra de títulos de crédito por parte da empresa de factoring é uma operação que envolve riscos elevados, na medida em que se dispõem de pouca informação e baixa possibilidade de obtê-la de forma economicamente viável. Por outro lado, o elevado volume diário de operações que envolvem uma factoring e o curto prazo dos títulos negociados, torna difícil uma análise detalhada dos dados disponíveis sobre a empresasacada por parte do decisor (o analista da compra de títulos). Ainda mais, tal avaliação envolve um grande número de dados qualitativos e é de natureza bastante subjetiva. O modelo multicritério possibilita a determinação do nível de risco (considerado aqui como possibilidade de perda e obtido através de julgamentos) da empresa-sacada e empresa-cliente associada a cada título de crédito. Este modelo contém pontos de vista tanto quantitativos quanto qualitativos, de acordo com os valores do decisor. Tal modelo permite classificar cada empresa em três níveis de risco: alto, médio e baixo. A Figura 2 apresenta um esquema de como ele funciona. De posse desta classificação é possível estabelecer uma política de manutenção da carteira (por exemplo, 5% de títulos de alto risco, 15% de títulos de médio risco e 80% de títulos de baixo risco). É possível ainda fazer previsões de fluxo de caixa em função do risco associado com cada fluxo de entrada. A V A L I A Ç Ã O D E R I S C O D E C O M P R A D E C R É D I T O E m p r e s a S a c a d a Empresa-C l ien te al to ba ixo m é d i o R I S C O T Í T U L O D E C R É D I T O Figura 2. O Modelo Multicritério. 3. DETERMINAÇÃO DOS CANDIDATOS A PVFS Para a determinação dos candidatos a PVFs (candidatos, uma vez que terão de obedecer um conjunto de propriedades, a fim de serem considerados como PVFs efetivamente), foi utilizada inicialmente um mapa cognitivo. Um mapa cognitivo (ver Montibeller Neto (1996)) é um conjunto de conceitos, relacionados entre si por ligações de influência, que assumem uma forma hierárquica de meios-fins. Ele serve para descrever a forma com que o decisor percebe e compreende o problema. Na medida em que, neste trabalho, assume-se uma postura construtivista (Roy, 1993), os aspectos subjetivos do decisor também são relevantes na construção do modelo. Assim, cada pessoa envolvida com os eventos relacionados ao problema construirá o seu próprio problema. O que isto acarreta na prática da construção do modelo de avaliação de risco na compra de crédito pela factoring, é que os aspectos considerados como relevantes pelo decisor não necessariamente são os mesmos que aqueles considerados como relevantes por outra pessoa envolvida no mesmo tipo de problema. A partir do mapa cognitivo foi possível determinar os candidatos a pontos de vista fundamentais (PVFs). Uma vez verificadas as propriedades que permitem considerá-los como PVFs (Bana e Costa, 1992) foi construída a árvore apresentada na Figura 3, onde os PVFs são aqueles em que a moldura é apresentada com sombreamento. 4. DESCRITORES DO MODELO MULTICRITÉRIO Para cada PVF deve ser construído um descritor que permita operacionalizá-lo, ou seja, mensurar o impacto de uma ação potencial no PVF. O primeiro passo da operacionalização é a construção de descritores (ou um atributo para Keeney (1992)). Um descritor é definido como um conjunto de níveis de impacto (Bana e Costa, 1992). Adotando uma postura construtivista, nada garante que um descritor de um PVF seja único, nem que ele seja suficientemente adequado (ou “o mais adequado”) para medir o impacto das ações no PVF. O descritor deve buscar apenas satisfazer os decisores quanto a forma de avaliar as ações potenciais segundo os seus valores (Roy, 1993). Para cada PVF da árvore foi construído um descritor. A seguir será apresentado o do PVF6 Postura Frente a Pagamentos. Nele busca-se avaliar a postura da empresa-sacada com relação ao cumprimento de suas obrigações frente ao mercado e à empresa de factoring. Dois pontos de vistas elementares isoláveis (PVEs Ver Bana e Costa (1992)) compõem este PVF: o PVE6.1 − Postura Frente a Pagamentos ao Mercado e o PVE6.2 − Postura Frente a Pagamentos à Empresa de Factoring. Empresa Sacada Empresa Cliente Garantias Potenciais Filosofia Financeira de Trabalho Pessoas Físicas e Jurídicas Alteração de Comportamento Patrimônio Alteração dos Gestores |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| DOI | 10.11132/rea.2002.199 |
| Volume Number | 7 |
| Alternate Webpage(s) | http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1997_T7410.PDF |
| Alternate Webpage(s) | https://doi.org/10.11132/rea.2002.199 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |