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About price and value of scientific publications: criticism or indignation?
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Bicas, Harley Edson Do Amaral Chamon, Wallace |
| Copyright Year | 2012 |
| Abstract | Uma das peculiaridades do tempo em que vivemos é a enorme velocidade com que se processam transformações. Elas são de variadas ordens, afetando diretamente as condições de vida das pessoas e de suas oportunidades, tudo, basicamente, causado pelo rapidíssimo progresso científico e tecnológico. Obviamente, portanto, nessa vertiginosa temporalidade em que concepções, costumes e comportamentos são muitas vezes mudados, até de forma radical, não deveria surpreender o fato de que a própria ciência sofresse abalos em suas ações e no modo como elas são transmitidas. Desenha-se uma turbulência relativa à disseminação dos trabalhos acadêmicos, na qual a comunidade que os produz, geralmente pouco afeita a protagonismos, parece decidida a reagir. De fato, um cientista deve pagar para publicar seus trabalhos? Deve pagar para ter acesso ao conhecimento gerado pelos seus colegas? Pode-se supor como procederam os autores das primeiras descobertas e como se propagou, inicialmente, o conhecimento então adquirido (lentamente trabalhado, ou casualmente encontrado). É bem provável que alguns tenham procurado ciosamente guardá-lo, usufruindo as vantagens de sua posse; conquanto outros optassem por seu imediato compartilhamento, representando o pensamento dos cientistas. De qualquer modo, o que permitiu avanços às gerações seguintes, tanto os de aperfeiçoamentos desses conhecimentos, quanto os de se chegar a outros novos a partir deles, foi, inequivocamente, tê-los recebido. Em suma, a divulgação do conhecimento é necessária à sua evolução, é da lógica da própria ciência que ela se multiplique por sua difusão. Hoje, a ciência ainda mantém esses modelos de aquisição, acumulação e uso do conhecimento (cioso ou compartilhado), entendidos como próprios da natureza humana. Mas profissionalizou-se, está organizada, institucionalizada, em indústrias e universidades, ambas investindo em pesquisas. As indústrias, para usufruir proveitos de seus trabalhos, distribuindo-os a seus financiadores (acionistas). As engrenagens sociais permitem que os “lucros”, os resultados de suas pesquisas (patentes) permaneçam privadamente mantidos (pelo menos por certo período), embora o “segredo” delas (a ciência, propriamente dita) se torne quase imediatamente conhecido. Já as universidades, objetivam conhecer mais (enfatizando a “pesquisa” como um de seus pilares básicos de sustentação), para mais e melhor difundir o conhecimento (isto é, “ensinar”). Essa missão nitidamente social, deve ser amparada pelos poderes públicos. E por isso, entende como seu dever a publicação de seus labores, em difusão ampla, geral e irrestrita, aberta e franca. Os “cientistas” modernos divertem-se (não com o significado de folguedos pois a pesquisa científica requer disciplina metódica e trabalho árduo mas no sentido de seguir vertentes diferentes) na produção de conhecimentos práticos (aplicados) ou teóricos (básicos), que, ao fim, convergem a um mesmo ponto (daí as empresas “de ponta”, embora “pragmáticas”, investirem tanto em pesquisas “puras”). Conhecidos o cenário e os atores, chegamos agora ao enredo (palavra que descreve bem a situação de “dentro de amarras”, preso a circunstâncias), às possíveis respostas contidas nas perguntas formuladas no começo. É discutível se o princípio da publicação do conhecimento seja universal, ou deva prevalecer em toda e qualquer conjuntura. Ele não é essencialmente violado no caso das patentes (a ciência sobre os produtos que delas decorrem e que são comercializados é, por eles, automaticamente difundida, embora o “lucro” seja legalmente protegido). As questões agora pendentes não se referem a esse contexto, mas ao comércio das publicações científicas. Ou seja, às suas compras e vendas. A postura acadêmica tradicional sempre foi a de que o conhecimento científico tem tanto valor que “não tem preço”. É claro que, como trabalho, tanto a produção quanto a difusão do conhecimento devem ser remuneradas, isto é, tanto o cientista (o elemento da “pesquisa”) quanto o professor (elemento do “ensino”) devem receber e não, ao contrário, pagar para a realização de suas funções. Tão estranha é a cobrança de um conferencista ou palestrante para ministrar a sua “aula”, quanto a de um cientista para publicar o seu artigo. Embora se explique. Realmente, o crescente número de pesquisadores e a pressão no sentido de que seus produtos (artigos científicos) escoem (sejam publicados) por determinados veículos (revistas científicas), isto é, com bons fatores |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Alternate Webpage(s) | http://www.scielo.br/pdf/abo/v75n3/01.pdf |
| Alternate Webpage(s) | http://www.scielo.br/pdf/abo/v75n3/en_01.pdf |
| PubMed reference number | 22872195v1 |
| Volume Number | 75 |
| Issue Number | 3 |
| Journal | Arquivos brasileiros de oftalmologia |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Subject Keyword | Estramustine Forma (company) Glycerin 1.57 g in 35 g TOPICAL PATCH [WHITE FLOWER CHEOLLASOO FOI L MASK SHEET] Head posture for nystagmus null-point:Find:Pt:Head:Nom Metabolic disorder being monitored:Prid:Pt:Bld.dot:Nom Olivopontocerebellar Atrophies Other social problem NOS Pontine structure Preterm labor symptoms:Finding:Point in time:^Patient:Nominal Societies, Scientific Sodium Status Epilepticus Stopped or paused before 6M:Finding:Point in time:^Patient:Ordinal Triethylenemelamine Uma rufopunctata hemoglobin Rio Claro methanol-CoM methyltransferase complex |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |