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A mineração na região metropolitana do Rio de Janeiro: avaliação e propostas
| Content Provider | Semantic Scholar |
|---|---|
| Author | Cabral, Sérgio Barroso, Josué Alves |
| Copyright Year | 1992 |
| Abstract | Voltamos a discutir os efeitos das atividades mineiras sobre o meio ambiente da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mas, desta vez, sob a égide da recessão econômica que prevalece no país. Certamente o setor também está sendo afetado por este nefasto fenômeno artificial que, sem cumprir o seu objetivo de conter a inflação, força à estagnação ou à redução de investimentos. Neste contexto, talvez atualmente seja um pouco dificil discutir com empresários, ou com aqueles que vivem desta atividade, os problemas relativos à compatibilização da mineração com a proteção do meio ambiente, mesmo porque alguns também se sentem afrontados com as normas para o Licenciamento Ambiental da extração mineral. A leitura de revistas especializadas, principalmente aquelas do setor de rochas ornamentais, revela tais preocupações. Nestas revistas são até encontrados artigos em que profissionais recomendam às empresas de mineração que abandonem o Rio de Janeiro, alardeando, inclusive, o esvaziamento e a falência do setor. Dizem, entre outros argumentos, que outros estados brasileiros oferecem um melhor tratamento fiscal, uma legislação ambiental mais coerente e oportunidades de financiamentos imediatos pelos bancos estaduais. Por outro lado, naquelas mesmas revistas, existem inúmeros artigos de profissionais que colocam todas as suas experiências, as suas avaliações técnicas e o seu bom senso a serviço da conciliação entre a atividade extrativa e a conservação do meio ambiente. Esta dualidade, sem dúvida, pode até ser vista como inconciliável porque exageros de interpretação, de argumentação e, infelizmente, de fiscalização, ainda estão ocorrendo. É bem verdade que existem argumentos que procuram defender a permanência das atividades minerárias com o fato de que também outras atividades humanas, ou usos inadequados do solo, agridem tanto quanto, ou mais, o meio ambiente. Isto é plenamente verificável no Rio de Janeiro, especialmente em suas áreas urbanas e nas áreas em que a desordem urbana prevalece como processo de ocupação. Se admitirmos que tais argumentos são válidos como justificativas, estaremos aceitando também uma nefasta confusão de idéias, na qual o que está errado pode ser justificado por outros erros. Qualquer que seja o processo de degradação, voluntário ou involuntário, deve ser diagnosticado, avaliado e equacionado em favor do meio ambiente. Pelo menos este é o espírito que hoje a sociedade entende que deve prevalecer, mas, muitas vezes, o que falta é a isenção pessoal, técnica e política para a tomada da decisão. "Os que defendem o ideal do conservacionismo não devem ser considerados sonhadores. Conservacionismo significa, em última análise, a criação de uma filosofia que vem permitir a sobrevivência da própria humanidade. Não deve ser encarado apenas fisicamente, como a produção de bens econômicos, pois tem, também, grande importância na parte psíquica do grupo humano. Deste modo, além do valor econômico, temos que salientar no conservacionismo os valores sociais e psíquicos", escreveu, com muita propriedade, Guerra (I 969). Portanto, posturas pioneiras como esta, conduziram à concepção de que projetos, mesmo contribuindo para o desenvolvimento econômico, não podem estar dissociados de um |
| Starting Page | 109 |
| Ending Page | 115 |
| Page Count | 7 |
| File Format | PDF HTM / HTML |
| Volume Number | 15 |
| Alternate Webpage(s) | https://revistas.ufrj.br/index.php/aigeo/article/download/5943/4540 |
| Language | English |
| Access Restriction | Open |
| Content Type | Text |
| Resource Type | Article |